XXII
Noite


Novamente esculpido em altivez,
seu rosto frio, duro como uma rocha
olha nocturno o que nenhuma tocha
pode já dissipar - a insipidez

do horizonte murado, a aridez
do átrio negro onde não desabrocha
nenhum tom diurno. Da vaga tocha,
extinta já a chama em pequenez

à luz de um coração murcho, eremita
perdida em montanhas sem côr que anime,
frias e sombrias; vaga pepita

esquecida num baú. A ele fita
o seu fastio longínquo e sublime,
o rosto da Princesa - a mais bonita.